segunda-feira, abril 23, 2007

Sobre o último post...

segunda-feira, abril 23, 2007
Ás vezes eu pego pesado.
Eu sei.

Jogando merda no ventilador

Esse é um post longo que não carece de leitura nem comentários (mas se quiserem, fiquem à vontade). É simplesmente um monte de bosta que eu resolvi botar pra fora.

Sabem, eu estou de saco cheio de muitas pessoas que me cercam. Na verdade, grande parte nem cerca mais, mas eu ainda tenho a péssima mania de listá-los como "amigos".

Eu simplesmente não agüento mais a palhaçada que se instaurou no meu ciclo social. É tanta falsidade, tanta mediocridade que chego a ter náuseas.

Não suporto mais todo mundo se apiedando daquele boçal do Alan que não passa de um grandessíssimo filho da puta, que acha que é superior quando não passa de um mendigo com casa pra morar. Sai comendo qualquer lixo de mulher que encontra por ai só pra provar pra si mesmo que tem um pinto no meio das pernas. Não obstante, o energúmeno reata o namoro com aquela Baleia Willy da Amarílis - Baleia essa que não tem um PINGO de vergonha na cara, porque depois de tudo que ele lhe fez, o mínimo que ela podia fazer é nunca mais olhar na cara dele. Na boa, a gorda largou tudo que ela tinha no Brasil pra ir atrás dele na Alemanha e, de repente, o cara dá uma passagem mandando-a voltar ao Brasil e, por conseqüência, dá-lhe um pé na bunda. Vexaminoso, no mínimo. E agora, ela volta feito um cachorrinho sem dono e eu, que o ouvi dizer HORRORES dela, ouvi-o dizer que nem por Cristo eles voltavam, que o que ele sentia por ela era asco, tenho que acompanhar os dois fazendo charminho um pro outro como recém namorados. REPULSIVO.

O Marcos está mais perdido do que qualquer coisa e ainda quer dar lição de moral nos outros. Todo mundo sabe que ele é mais do que apaixonado pela Fernanda e ele ainda fica fazendo jogo com uma outra lá. Ah, vai pro inferno! Assume logo o que você quer ou não quer, moleque, mas pára de palhaçada, por favor. Ele está tão confuso que até suas prioridades estão embaralhadas e toda vez que ele fica falando bem da namoradinha patética dele, tenho certeza que é a ele que ele quer convencer disso.

Aliás, a namoradinha patética dele é outra que não suporto. Não suporto desde a primeira vez que vi. Mas tentei, juro que tentei me dar bem com ela, só que certas coisas estão além do meu poder de ação. Guriazinha fútil, com NADA na cabeça, beira a retardadisse mental, fala como uma idiota e ainda pensa que é inteligente. Ela é do tipo que se insinua pra todo cara - de maneira inocente, é claro - e depois diz: "ah, eu não sabia que ele gostava de mim". É do tipo puta enrustida.E até pra cima do meu namorado ela já ciscou. O que tenho vontade de falar pro casal é: CRESÇAM, crianças, antes de se julgarem importantes pra alguma coisa.

O Dog voltou do Japão pra passar um mês aqui e só sabe falar que quer voltar pra lá. Vai logo, PORRA! O Brasil não parou durante seus três anos de ausência e não é agora que isso aconteceria. Já que "sua casa" é lá, se for por falta de 'adeus', até logo. Aliás, fazia tempo que eu não via tanto egoísmo reunido numa pessoa só. Ele pode ver alguém que ele diz considerar amiga na sarjeta e só o que ele consegue falar e pensar é no que ELE vai fazer da vida e nos planos e cursos que ELE pretende seguir, na falta que ELE sente de casa. Eu queria saber quem foi que lhe disse que, só por mudar de país, ele tinha se tornado o centro do mundo.

A Priscila há muito está mudada, mas isso ainda é algo que me entristece. A única coisa que ela consegue ver na frente dela é seu namorado. E entendam bem, eu gosto do Henrique, mas os dois juntos beiram a insuportabilidade. É quase como se não existisse gente ao redor e se você toma uma decisão diferente daquela que os dois querem, pronto, você não é mais parte do exclusivo clã que eles criaram.

A Lyv e a Lig são duas pessoas que eu amo incondicionalmente, mas que assim como eu, se deixaram dominar pelo relógio. Sinto falta delas.

E por falar em sentir falta, sinto saudades da minha melhor amiga, da Jan. Mas dela antigamente, não agora. Sei lá, quando eu comecei a namorar ela fez um escarcéu dizendo que eu não ligava mais pros meus amigos, que só ficava com meu namorado. O que era no mínimo uma inverdade, haja vista que ela nunca saía comigo pra lugar nenhum. Ela literalmente fez da minha vida um inferno criticando TODAS as minhas atitudes: fossem com o Samuel, fossem com o Alan, fossem de ciúmes. Daí, uns quatro meses depois que eu estava namorando, ela inventou de arranjar um cara também. E pasme, leitor fiel que segue com olhos até por essas linhas, e passou a ter as mesmas atitudes que criticara em mim. Porém, com um agravante porque até agora ela renega os antigos amigos e só sabe pôr no céu os amigos do namorado dela. E quanto à eles, eu não faço comentários porque não os conheço, mas as histórias que ouço não são lá das melhores. E quanto ao ciúmes ensandecido, bom, até de mim com ele, ela revelou ter.
Ou seja, aquela história de "nunca nos afastaremos por causa de homem" não passou de balela. E como ela mesma disse uma vez: "Se não fosse o fato de trabalharmos juntas, sequer nos veríamos".

E sabem quando eu me toquei disso tudo? Ontem, quando eu estava sozinha numa mesa de bar, vendo meu amor tocar e daí, se aproximaram pessoas que eu mal conhecia e ficaram comigo. E depois, pessoas que eu achei que me odiassem, me convidaram pra ir ao show do Matanza que eu sempre quis ir, mas nunca tive companhia. E ainda, quando um cara que eu nem conhecia, mas que era amigo do meu namorado, se ofereceu pra me deixar em casa, mesmo não fazendo parte de seu caminho.

E teve uma outra coisa que quebrou minhas pernas: os companheiros de banda do meu namorado tinham todos os motivos do mundo pra me odiar. Eu fudi com a cabeça do Samuel na noite anterior - MEA CULPA - e ainda sim, quando fui lhes pedir desculpas, eis que o Chiarello coroa: "Cara, relaxa. A gente tá junto. Não separa, vem com a gente".

Ou seja, ao inferno com aqueles que eu pensei serem meus amigos.
You left me behind. Now I'm leaving you behind.

sexta-feira, abril 20, 2007

E o egoísmo se faz presente.

sexta-feira, abril 20, 2007
Meu amor está trabalhando numa nova empresa, começou última terça-feira. Lembro que em seu primeiro dia, ele não conversava com ninguém, ficava em seu canto e, sempre que podia, me ligava. E isso se seguiu pelo dia seguinte. Ele passava, mal cumprimentava seus colegas de trabalho e voltava sua atenção à nossa conversa pelo celular.

Eis que hoje, seu 4º dia de trabalho, meu querido namorado, já está - digamos - entrosado em seu ambiente comercial, tanto ao ponto de me deixar esperando várias vezes enquanto seus colegas e ele faziam brincadeiras.

Não estou reclamando. NÃO MESMO.
Acho maravilhosa a capacidade que ele tem de adaptação e comunicação. E fico feliz que ele esteja mais animado do que esteve outrora.

Mas o ser humano é egoísta. E além de ser humano, eu sou mulher.


Explodingdog.com - What Are You Doing With My Boyfriend?

quinta-feira, abril 12, 2007

Ai, ai, ai, menino feio!

quinta-feira, abril 12, 2007
Sempre fui avessa à qualquer tipo de proibição. Em verdade, assumo ter feito algumas coisas em minha vida simplesmente porque tentaram me tolher.

Pois bem, nos dias de hoje, bloquear acesso à internet - ao meu ver - é inaceitável. E tão ruim quanto isso é censurarem o que alguém pode ou não ver. Oras, onde fica o direito à liberdade de expressão e o tal do livre arbítrio que o Todo Poderoso nos concedeu?! É, vai ver, Ele não é tão importante assim.

Penso que se um empregado está em débito com seu trabalho por ficar horas em salas de bate papo ou Orkut, a empresa não deve proibi-lo de acessar tais sites. Deve demiti-lo e ponto. Afinal, é meio óbvio que esse indivíduo não é muito fã do batente e, dentro em breve, vai arranjar outros objetos de distração pra fugir da labuta. E então, eu vos pergunto, Multinacionais, o que farão então? Seguirão perseguindo o pobre funcionário como uma professora de jardim de infância para ensiná-lo o que ele pode ou não fazer, forçando-o a aceitar a imposições pelo resto de sua vida profissional? Ora veja! Deixem as pessoas crescerem por si mesmas.

Digo isso, leitores, pois há alguns meses que minha adorada empresa resolveu bloquear acesso à diversos sites. Uns até dá pra entender (se bem que continuo não aceitando). Outros porém, encarei como uma afronta. Vejam só! Bloquear acesso à Blogs...Mal sabem eles - esses ditadores de uma figa - que grande parte das informações atuais, a gente encontra em blogs.
E eles são tão estúpidos que acabaram bloqueando sites neutros, como ramificações do Uol e do Terra.

Por isso, queiram desculpar a falta de atualização e, principalmente, o sumiço do blog de vocês. Me sinto muito mal quando não posso retribuir os comentários.

Quanto a vocês, Multinacionais, que isso não se repita, ouviram bem?!

quinta-feira, março 29, 2007

Sobre não ser nobre.

quinta-feira, março 29, 2007
Se tem uma coisa que me deixa enraivecida é ter que dar lugar pra velho dentro do ônibus.

Chamem-me de egoísta, mesquinha, bunda-gorda, não cidadã, o que for! E provavelmente tudo será verdade, mas pelo menos eu falo o que penso.

Há dois dias atrás eu fiquei realmente possessa dentro do coletivo. Porra, mais da metade dos bancos dos ônibus que eu pego são reservados para idosos. Acho isso um despautério! Eu geralmente me apresso em meus afazeres para poder ir sentadinha nos ônibus, afinal, eu durmo uma base de 4h e meia por noite, acho bem justo que eu possa dar uma cochilada a caminho da faculdade. Aí, não mais que de repente, surge um velho decrépito que devia estar na praça dando arroz pra pombo e se vê no direito de me fazer levantar pra que ele possa ir confortável.

Caralho, ele é velho mas eu carrego vários quilos numa mochila diariamente e, acreditem, não é porque eu quero!

Se ele tem o direito de "descansar", oras, eu também tenho. E quando digo eu, refiro-me aos milhares de estudantes desafortunados como eu que trabalham 10h por dia pra poder pagar uma faculdade. (E se vier com comentário do tipo: "Ainda sim você é sortuda", eu vou mandar à merda!).

Sabe, se as pessoas se importam tanto com o direito dos vôzinhos terem um certo conforto, penso que deveriam é colocar ônibus especial pra quem tivesse mais do que 60 anos. Se é pra fazer, faça direito. Assim, eles não ocupam nosso lugar, e nós não roubamos os deles.

Porém, acho que não devo me preocupar com isso. Muito provavelmente, em breve, não haverão mais idosos. Sim, porque com o estilo de vida que jovens como eu estão levando, saúde é coisa lendária e a estimativa de vida será por volta dos cinqüenta anos.

Rezemos, pois.

terça-feira, março 13, 2007

Quem espera sempre alcança...o quê?

terça-feira, março 13, 2007
Há algum tempo venho pensando na importância do relógio em minha vida. Esse "minha" pode ser entendido como "nossa", e o "nossa" pode ser aplicado a grande parte dos paulistanos.

A questão é que eu vivo esperando. Vivo olhando no relógio esperando que os ponteiros (ponteiros, nada! Eu só sei ver hora em relógio digital) ansiando arduamente por determinada combinação numérica.

Acordo no meio da noite não querendo ver 5h15, mas a hora chega. Faço o que tenho que fazer e então, espero 5h50, hora do ônibus passar. Entro no coletivo e espero a hora de entrar no próximo. Entro no próximo e espero a hora de entrar na empresa.

Chego na empresa e espero a hora do almoço, ou a hora de usar o pc do meu pai que não possui bloqueios. Depois, espero mais do que avidamente a melhor hora do dia, 16h48, que é quando vou embora.

Em seguida, vem mais espera. Espero o ônibus que me leva pra faculdade. Lá, espero que a aula comece e logo que começa, espero que acabe. Quando acaba, espero que a outra comece para então, esperar que acabe também.

Outra combinação mágica no meu dia é 22h30, quando acaba efetivamente, o dia útil pra mim. Daí então, segue a espera pelo metrô, a espera por chegar em casa e, finalmente, a espera pelo sono.

Porém, há ainda a espera em maior escala, que é quando contamos a vida através dos meses - visando sempre o dia do pagamento -, ou dos semestres - querendo que o período letivo se encerre.

Minha pergunta, entretanto, é bem simples: quando é que vou parar de esperar e começar a aproveitar o momento que estou vivendo? Quando é que vou afirmar que o presente é uma dádiva? Quando é que nos vai ser permitido aproveitar - literalmente as 12h17m do dia 12/03/07, uma segunda feira, sem ter que desejar estar em outro momento de nossa vida?

E é claro que toda essa espera ao longo do dia se dá à uma espera maior, a espera pelo final de semana - que eu sempre espero que nunca acabe.

Depois ainda se surpreendem ao notarem que a vida passa rápido. Quando menos esperamos, estamos esperando a morte.

segunda-feira, março 12, 2007

Sobre dores eternas.

segunda-feira, março 12, 2007
Escrevendo um post no meu fotolog, me veio uma frase à cabeça que me pareceu mais verdade do que todas as verdades que eu já ouvi até hoje.

Há dores que são eternas.

Sim, não importa o quanto lutemos contra elas, algumas feridas simplesmente não cicatrizam e, para certos assuntos, as lágrimas não secam.

Eu apaguei todos os e-mails que pudessem me lembrar - direta ou indiretamente - sobre traição que sofri ano passado. Sim, aquela que tirou meu chão, roubou meu ar e me deixou caída, agonizando em qualquer sarjeta. Mas o Sr. Acaso - intermediário de Deus e ora do Diabo - fez questão de me fazer achar, mais uma vez, o history do msn, os e-mails e a explicação mentirosa.

A confirmação de que estavam se viciando um ao outro, os encontros marcados, os infindáveis apelidos de "linda" e "amor", as ligações, a troca de testemunhos pelo Orkut, ele passando a senha de seu e-mail pra ela, o final "amo-te".

Todas essas coisas, leitor, ainda me causam as mesmas náuseas que senti outrora. Ainda sinto o estômago revirar, coração acelerar, o punho fechar, a tremedeira. Meus pensamentos se misturam à lagrimas, a pressão sobre o pescoço se faz mais forte e eu me torno um simples resquício de tudo que um dia eu fui.

Em três meses tudo isso completa um ano. Ainda sinto o idiota latejando em minha testa. O telefone acabou de tocar, era ele. Eu não atendi. Não quero atender. Acho que o perdão nesse caso, nunca será completo.

Melhor não perdoar, então, não é mesmo?! E eu juro que só queria esquecer.

A aliança sai do dedo, não sei se quero que ela volte dessa vez.

sexta-feira, março 09, 2007

Alleine Zu Zweit

sexta-feira, março 09, 2007
E por agora, eu vos deixo na companhia destes que ficaram comigo insistentemente nos últimos dias. E há certas coisas que, de cara, a gente vê que vêm para ficar.

terça-feira, março 06, 2007

A BusTv

terça-feira, março 06, 2007
Não sei se já é sabido de todos e também não sei há quanto tempo, o fato é que em alguns ônibus da região metropolitana da Sampa City, estão sendo testadas televisões. Isso mesmo, tevês como em ônibus de viagens longas.

Vi um desses testes segunda feira passada e aquilo realmente me intrigou. Primeiro porque, quando vi, fiquei espantada e queria comentar com alguém, porém, nenhum dos presentes naquele coletivo demonstrou qualquer tipo de excitação. Acabei me contagiando pelo desânimo deles e adormeci. Quando acordei, já na av. Paulista, pude perceber que os recém chegados estavam alvoroçadíssimos pela presença daquele novo aparelho. E, de cara, ouvi o comentário que eu tinha certeza que ouviria: "-Tanta coisa pra melhorar, e eles vão colocar tv no ônibus!"

Oras - fiquei eu pensando - é verdade que há muito há se melhorar, mas será que colocar um entretenimento com programação específica pra quem está preso no trânsito já não é um sinal de melhora? Deviam colocar mais ônibus circulando, é verdade, mas isso não resolveria em nada. O problema dessa cidade definitivamente não é falta de locomoção, e sim, o número excessivo de pessoas que vivem nela. Fora que, a tal programação feita especialmente para quem está no trânsito - perdoem-me se eu estiver falando besteira - gera mais empregos, não é mesmo?! E, ao meu ver, isso é uma coisa boa.

Não estou dizendo que a tal BusTv seja a resposta às nossas preces, até porque isso de implementar uma televisão sem ao menos darem a opção de ouvi-la ou não, me parece um pouco ditatorial, e em certo ponto, é alienatório, mas ainda sim, prefiro dispensar minha atenção com um programa de tv do que ficar apreciando o trânsito - ou as vitrines - infindáveis da Rua Augusta.


Foto tirada por mim.

E não se pode dizer que nada tem acontecido, ontem percebi que na linha que pego pra ir pra faculdade, a Paraíso / Alguma coisa, havia ar condicionado funcionando e potente!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Wannabe

quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Eu quero ser uma Spice Girl. \o/

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

E voltam as aulas.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Voltam meus pensamentos suicidas;
Volta a falta de vontade de levantar todas as manhãs;
Volta o mau humor;
Volta a falta de perspectiva;
Volta o sono constante;
Volta a anti-sociabilidade com os cem alunos da minha classe;
Volta a saudade infernal do meu namorado;
Volta a vontade de ver animes;
Volta o tédio;
Volta o desinteresse pela vida;
Voltam as conversas chatas sobre provas e trabalhos;
Voltam os cálculos;
Volta a HP;
Voltam os encontros grupais aos sábados de manhã.

E aí, eu me pergunto...
... por quê que eu estudo mesmo?!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

I'm fucked up in the head.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Estou começando a aceitar a idéia de que talvez eu não seja auto-suficiente. *Orgasmos de Janaína*

Minhas atitudes deixam qualquer um doido e, quanto à isso, eu não me importo. Mas estou começando a ser prejudicada pela minha própria insanidade e isso me preocupa.

Tenho a condenável condição de imaginar coisas e reagir como se elas fossem verdades absolutas. Sequer explico aos transeuntes envolvidos o que se passa nesse mundo individual que eu crio e os pobrezinhos sofrem absurdamente com minhas paranóias.

Ontem eu fiquei quase duas horas na porta da casa do Sá. Não quis entrar, minhas paranóias não deixaram. Falei pra ele que o esperaria no shopping mas na verdade, fiquei na esquina de sua rua. E depois, na porta de sua casa ouvindo o ensaio pro próximo show.

Fui confundida com prostituta, ladra e traficante, quando na verdade, eu estava apenas gritando silenciosamente por mais atenção daquele que já provou ser tudo que preciso.

Não me pergunte porque também não sei.
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Maior Abandonado - Cazuza

Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam

Eu tô pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Empala ele!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Depois daquele post sobre coisas que eu odeio, algumas pessoas pediram pra eu postar sobre o que eu amo. Mas isso não vai acontecer.

Sabe, eu sou do tipo marrenta, invocada e enjoada... sou insuportável e adoro isso. Existem muitas pessoas que eu não vou com a cara, outras que não gosto e algumas que desprezo. Mas ódio, ódio mesmo, vontade de dar muita botinada até desfigurar totalmente o rosto do cidadão, eu sinto de duas. Eu sei que isso não é saudável e blá blá blá, mas eu não sou um ser humano iluminado e não luto contra minha natureza.

Um dos meus alvos, é uma guriazinha que destruiu meu ano de 2006 e quase acabou com meu namoro. Mas deixe estar.

O outro...é ele: o-que-pensa-ser-meu-chefe. E continuo afirmando que ele só pensa porque, caso o fosse, eu já faria parte do quadro de desempregados do Brasil.

Leitor, que ódio que eu tenho desse sujeito. Ele foi meu chefe no meu primeiro emprego, é do tipo que engana: agradável no começo e um pé no cu depois de alguns dias. Após um ano, eu fui liberta pela demissão. Isso mesmo, sucumbi e falei tchau.

A questão, meus caros, é que após uns sete meses nesse meu segundo e atual emprego, a pessoa veio trabalhar na mesma empresa. Oras, eu não pude acreditar! E agora já se foram mais uns oito ou nove meses que aturo de novo esse velho mal-acabado.

Eu não o suporto. A prepotência e arrogância com as quais ele fala, o tom de superioridade que ele adota, o jeito sempre insatisfeito que ele tem são coisas que me fazer querer jogá-lo numa roda de skinheads.

Se ele ainda fosse bom o bastante, vá lá, eu aceitaria essa personalidade dele, mas qualé! O cara é um projeto de qualquer coisa que não deu certo! Se diz "o" engenheiro e quando foi "buscar suas ferramentas pra abrir uma fechadura", só o que trouxe foi um cortador de unhas xexelento! Porra, eu com grampo de cabelo tive mais progresso...

Leitor paciente, nós trabalhamos numa multinacional. A política regente nesse tipo de empresa (como bem foi falado ontem), é outra. O meu chefe mesmo diz que o que eles mais prezam é o bem estar do funcionário. Oras, o que aquele ditadorzinho de meia pataca está fazendo aqui então?

Isso me enfurece.
Eu o odeio.
E, parafraseando a Fê, eu quero que ele morra de câncer no cu.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Eles não sabem quem são...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007
...mas me são importantes de alguma forma.

Há algumas semanas, descobri que tenho ovário poliscístico, que entre outras coisas, me gera cólicas fortíssimas. E ontem foi mais um dia em que as ditas resolveram me atacar.

Depois de tomar alguns remédios que conseguiram me fazer ficar de pé novamente, fui até a clínica médica, confesso, em busca de um atestado para não perder o dia útil. E como já virou costume, fui sozinha.

Enquanto esperava a Dra. Márcia me atender, encontrei um antigo atendente que agora está trabalhando na parte de laboratório. Acho que ele deve ter sido promovido e fico feliz por ele. Não sei seu nome, mas ele tem cara de Ronaldo. Chamá-lo-ei assim, pois, Ronaldo. Eis que Ronaldo foi o primeiro a me dar parabéns no pior aniversário da minha vida - que foi ano passado - não quero lembrar do episódio, apenas explicar que foram dois dias que fiquei na clínica tomando soro e ouvir algumas palavras de carinho de quem eu menos esperava, foi bem marcante.

Depois de ter sido atendida pela médica, rumei à enfermaria para tomar um composto de buscopan e mais alguns analgésicos. Foi ai que então, fui surpreendida pela gentileza de Roberto, o enfermeiro que me atendeu. Ele viu que eu não estava nada bem e fez de tudo pra me deixar a vontade. Ainda por cima, tomou um super cuidado com as minha veias fraquinhas de menina hipoglicêmica. Ficou uns 15 min aplicando a medicação e eu pude perceber seus olhinhos atentos a toda reação que eu tinha.

Saindo de lá - após implorar a Roberto pra me deixar sair, pois ele estava deveras preocupado por eu estar sozinha - fui caminhando até o ponto de ônibus. No caminho, sem explicação, agachei pra vomitar ali mesmo, na rua. Foi então que veio uma senhorinha muito da fofa e me acudiu, me acompanhou até o ponto, mandou eu ficar com Deus e foi embora.

Entrei no ônibus e meu prendedor cabelístico caiu. Um moço pegou e fez uma brincadeirinha que meu estado de saúde não me deixou perceber se era engraçada ou não. Sentei em um banco, ele sentou ao meu lado e veio me dizendo que eu parecia "aquelas americanas que a gente vê na televisão". Mesmo sabendo que ele deve ter falado aquilo devido aos meus óculos estilo Ray-Ban, e mesmo sem saber "quem são aquelas americanas", foi uma coisa legal de se ouvir. Foi o tipo de coisa que massageia o ego depois de se ter vomitado na rua e sido acudida por uma estranha.

Ah, também tem ela, que veio trabalhar por mim, mas ela sabe bem quem é.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

About marriages

sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Pacient's wife: - Marriages don't fail because couples get bored. They fail because while they're dating people pretend to be the person that your partner wants and then...well, there's only so long you can keep that up.

Dr. Cameron:
- Maybe they are that person while they are dating but then they change.

Pacient's wife: - People thinking their partner will change? There is another reason why marriages fail. People don't change. At least, not in any way that really matters.
Algum episódio da segunda temporada de House M.D

explodingdog.com - Will I ever love again

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Sobre Maus Hábitos

quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Existe uma doença chamada Tricotilomania, a TTM. Consiste num distúrbio que faz com o que o tricotilomaníaco sinta uma enorme necessidade de arrancar pêlos do próprio corpo. Mais comumente, os que sofrem desse distúrbio tendem a arrancar os fios de cabelo, e muitas vezes, chegam a comê-los, originando assim, a Tricotilofagia.

Pois bem, eu sofro desse distúrbio. Porém, meu caso é um dos caracterizados menos comuns pois minha área de ataque são apenas as sobrancelhas.

Tenho isso desde antes de ter consciência que eu existia. Minha mãe tem fotos minhas da época de fraldas e já naquele tempo, lá estava eu com meus dedinhos em forma de quelíceras arrancando todo e qualquer fiozinho que eu pudesse encontrar.

A ciência é muito abrangente sobre o tema. Ela diz que a TTM pode ser causada por estresse, pode ser um problema genético e pode ter origem numa alergia. A verdade é que eles ainda não sabem muito a respeito.

O fato é que TTM é uma doença, não é motivo de orgulho. E eu sei o quanto sofrem aqueles que têm níveis mais altos e graves do que o meu. Por isso é que, na boa, venho trazer esse assunto à vocês.

Caso vocês encontrem alguém com esse distúrbio, não precisam ficar comentando. A gente sabe o quanto é chato. Eu sei que fingir que nada existe não vai fazer o problema ir embora, mas acreditem, leitores, a gente sabe quando o penteado não esconde a calvície, a gente sabe quando cílios postiços não disfarçam a ausência dos naturais e eu sei, definitivamente, quando o lápis não ameniza as falhas horrendas que carrego acima dos olhos desde tempos imemoriáveis.

Eu sei que nem sempre as brincadeiras são ofensivas ou os comentários, sarcásticos, mas pelo menos pra mim, esse é um assunto que machuca. Não sou assim porque quero. Não acho legal dar mais importância para um lápis marrom de sobrancelha do que pra minha escova de dente. Mas ainda não tenho grana pra iniciar um tratamento psicológico, então, vou me policiando do jeito que dá. E sigo contando com o apoio daqueles que percebem, mas não ficam olhando ininterruptamente com um ponto de interrogação na cara.

Converso sobre isso numa boa. Quem convive comigo sabe. Penso que a curiosidade a respeito seja normal. Mas é insuportavelmente triste quando algo que te incomoda tanto sobre você mesmo, incomoda também o seu parceiro.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Uma revelação

sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Sabe a Umbrella Corp, companhia que domina o mundo em Resident Evil?
Pois é, nós a temos na vida real.
Chama-se Google.



X


quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Um conselho

quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Adoro dar conselhos. Acho que conselhos são formas quase nostálgicas de pegar nossos erros, dar uma cara bonita e passá-los adiante. Pois é.

Se algum dia vocês, meus leitores fiéis, tiverem a oportunidade de ajudar alguém, seja quem for - um conhecido, um vizinho ou mesmo um amigo - se tiverem a chance de estender-lhes a mão e fazê-los subir degraus, atingir patamares mais altos, eu aconselho-los NÃO O FAÇAM.

Todo ser humano tem que se fuder e conseguir tudo sozinho pois quando recebem a gentileza de lhe facilitarem o caminho, o cidadão cospe no prato que come e prefere a vida medíocre e igualmente problemática que ele tinha antes. E ainda é capaz de culpar você por tudo de ruim que lhe acontece.

É sempre assim. Não muda.

E tenho dito.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Salvem a professorinha!

quarta-feira, janeiro 31, 2007
Eu ia escrever sobre o que melhor sei, tragédias cômicas, mas resolvi fazer um apelo.

Leitores, freqüentadores, transeuntes, observadores, comentadores e plagiadores deste blog, por tudo o que há de mais sagrado pra vocês, eu suplico:

Ansiosa (o) é com S.

Sim, isso mesmo! O adjetivo ansiosa, bem como sua variação de gênero, ansioso, deriva da palavra ansiedade, que por sua vez, deriva de uma outra palavra: ânsia. E por mais inacreditável que possa parecer, todas essas variações e derivações, são grafadas com S. Não é difícil, mesmo!

Eu sei que há muitos aqui que sabem disso. Pessoas que considero extremamente inteligentes como o DB, o Junior, o Mário. Peço então, que divulguem! Eu já vi tanto "ancioso" por ai, que hoje, estupidamente, fiquei na dúvida de como se escrevia...

*Provando que não sou louca*
ansioso
do Lat. anxiosu
adj.,
que tem ânsias; aflito; impaciente; desassossegado; alvoroçado; desejoso;anelante.

ansiedade
do Lat. anxietate
s. f.,
dificuldade de respiração; opressão; angústia; inquietação de espírito; desejo veemente; impaciência.

ânsia
do Lat. anxia
s. f.,
opressão física ou moral; perturbação causada pela incerteza; angústia; aflição; (no pl. ) náuseas.

fonte (porque senão a Jan me mata): http://www.priberam.pt

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Seguidores do Deus Metal!

segunda-feira, janeiro 22, 2007
Olha o que eu achei! Olha o que eu achei! *_*

Manos leitores, essa que vos escreve pira nessa música desde sempre. E nessa banda também. Chamem do que quiser: poser, bicha...Mas a real é que Manowar é PHODA!!!!!

 
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