terça-feira, novembro 06, 2007

Sobre mundos diferentes

terça-feira, novembro 06, 2007
Eu estava terminando minha travessia diária pelo shopping – caminho quase obrigatório para eu chegar ao banco – quando comecei a ouvir risos eufóricos, um falatório alvoroçado e um batuque num pandeiro. Ao olhar para o lado imaginando qual o tipo de arrastão que estaria se aproximando, enganchei meu salto num burado e quase fui de boca ao chão. Mas não eram meliantes. Era um grupo de jovens aparentemente da minha idade. Vestiam tênis, calça jeans e uma blusa padrão. Estavam felizes muito embora fosse 8h20 da manhã. De repente saíram correndo – “eu sabia que era um arrastão”, pensei – mas não. Eles corriam para não perder um ônibus fretado gigante e ai então, saquei que tudo aquilo se tratava de algo como uma excursão.
Senti vontade de me juntar a eles e sair fanfarroneando por São Paulo em plena terça-feira. Mas eu não podia. Haviam sete operações não analisadas do dia anterior na minha mesa, uma série de prorrogações para as quais eu ainda não havia dado o “de acordo” e mais um tanto de tantas outras coisas.

E foi aí que eu percebi como meu mundo é diferente do pessoal da minha idade.


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segunda-feira, novembro 05, 2007

Licença para Dirigir

segunda-feira, novembro 05, 2007
Foram seis sábados até concluir o CFC. Depois, mais duas semanas até a prova teórica, mais uma semana até começarem as aulas práticas e depois, mais três semanas e meia até terminá-las. Mais uma semana até a prova e tudo isso para ouvir: “Parabéns, Bruna. Semana que vem, você passa na auto escola e pega a carta”.

Todas essas atividades tiveram início às 7h da manhã. Incluisive as de sábado. E então, vocês me perguntam: “Valeu a pena?” De início, eu achei que não, mas então, na quinta feira, meu irmão passou mal, e eu tive que levar o carro mediante circunstâncias bem difíceis. E eu o fiz.

É, valeu sim.

domingo, outubro 21, 2007

Zezé, a coragem e o exemplo da força das pequenas vitórias

domingo, outubro 21, 2007
"Na nossa escolinha de “excepcionais” da Santa Casa de Santos, tínhamos uma bandinha de música. Tocávamos instrumentos simples: reco-recos, chocalhos, pratos, tambores – e a Zezé tocava triângulo. Ou pelo menos era esse o desafio. Zezé tinha 15 anos, mas mentalmente era igual a uma criança de 3. Ela não conseguia segurar o triângulo, não conseguia bater no instrumento. Ria ou chorava a cada minuto, conforme experimentava o sentimento de alegria ou de frustração.

Zezé nos dava medo. E se ela pusesse tudo a perder no dia do show? E Zezé também morria de medo! Na turbulência inconsistente de sua mente, seguia a vontade de participar, de ser querida, mas tinha medo do fracasso. Nada claro, porém imensamente verdadeiro. Muitos ensaios, a professora no piano. Dia do show. Todos nós e Zezé.

Na hora exata, cada um de nós concentrado no que devia fazer. Esquecemos de Zezé. E na hora de o triângulo soar, ele soou... Era como as batidas cristalinas de uma alma pulsadas por um pequeno coraçãozinho...Aquele som, aquele triângulo tinham a proporção de um megaespetáculo do Pink Floyd. Ele dizia: “Eu, Zezé, existo e toco triângulo!” Três anos mais tarde Zezé morria, mas o exemplo da pequena vitória vencendo nossos medos jamais me abandonaria. Não importa quão difícil seja o memonto pelo qual estamos passando; Zezé sempre me relembra: “Eu existo e toco triângulo”. Você existe e toca as cordas da sua vida...a cada segundo."
José Luiz Tejon Megido.
O VÔO DO CISNE.
A Revolução dos Diferentes.
Página 32

quinta-feira, outubro 18, 2007

Meu chefe part. II

quinta-feira, outubro 18, 2007
Temos um colega aqui no banco que, mês passado, foi correr numa maratona na Argentina. Segue um trecho da conversa entre ele e meu chefe (sim, aquele do Jimi Hendrix)

Meu chefe: “Cabelo, quanto é uma maratona?”
Cabelo: “42 km”
M.C: “Ahn...e uma meia maratona?”
C.: “21km”
M.C.: “Ah, é metade mesmo?”
C.: “Lógico, né?”
M.C.: “Vem cá, e aqueles negão, lá? Os ‘canianos’? Correm muito mesmo?”

É...caniano. De onde será que eles provêm?

quarta-feira, outubro 03, 2007

Bancários

quarta-feira, outubro 03, 2007
Após o almoço, sem muita coisa pra fazer, meu chefe, uma colega e eu fomos passar tempo na Saraiva. Sou contra, principalmente no Shopping Eldorado onde tudo é exacerbadamente mais caro, mesmo assim, fui.
Estávamos na área de CD’s e DVD’s – sim, eles ainda compram CD’s – quando eu vi um show do Steve Vai. Meio que comentando sozinha, disse: “Putz, esse cara é phoda”. Eis que meu chefe se meteu na conversa entre mim e eu mesma.
“- Quem?”
“- Steve Vai”
“- Quem é ele?”
“- Um dos melhores guitarristas do mundo...toca muito!”
“- Ahn, veio um recentemente ao Brasil e deu uma guitarra ao Lula. Foi ele?”
“- Não, não...não sei quem foi, mas o Steve com certeza não foi”
“- É, era um negão...”
Pensei e pensei em algum guitarrista consagrado que tivesse vindo ao Brasil. Não cheguei à conclusão alguma. Então, numa tentativa falha, disse:
“- Ahn...será que não foi o Ben Harper?”
“- Quem? Não, não...nem conheço esse ai”.

A conversa morre e, uns dez minutos depois, ele vem até mim todo feliz:
“- Já sei quem foi...Lembrei! Foi o Jimi Hendrix!”

Meu rosto passou gradativamente de um semblante interressado a um ponto de interrogação, e pouco depois, indiganação.

“- Não, Mau...definitivamente não foi o Jimi”
“- Não? Mas porquê?”
“ – Porque ele morreu...e faz um tempinho”
“- É, então não devia ser ele mesmo. Ah, o negão parecia com esse aqui” – disse ele enquanto apontava para o CD do Lenny Kravitz. Eu disse:
“- Quem, o Lenny Kravitz?!
“- Ele mesmo!”

...Eu digo que meu mundo é bizarro. Aliás, eu acho que o dos outros é que é.

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terça-feira, outubro 02, 2007

Personal Hell

terça-feira, outubro 02, 2007
Eu queria escrever sobre uma pessoa. Mas não vou. Com certeza ela não entenderia e, pior, mesmo se entendesse, duvido que faria algo pra mudar. Prefiro continuar na ilusão.

Eu queria escrever sobre a merda que é trabalhar onde trabalho. Sobre quão insuportável é quando as pessoas se referem ao seriado “Êroes”, sobre o fato de ninguém ao meu redor andar de ônibus ou metrô, sobre quão inaceitável é saber que na área de câmbio ninguém fala inglês e ouvir constantemente: “Pra mim te enviar esse contrato”.

Eu queria escrever sobre como estou me fudendo na faculdade desde que entrei aqui – chego atrasada em todas as aulas e morro de cansaço quando estou lá.

Eu queria escrever sobre a revolta que me deu hoje cedo quando, em conversa, uma colega formada em direito e analista pleno me disse: “Estagiar aqui é uma máscara. Isso aqui é mão de obra barata.” E disso ela entende, começou estagiando também e hoje se arrepende de ter se acomodado tanto tempo.

Eu queria escrever sobre minha total falta de vontade de fazer qualquer coisa, mas isso me faz sentir egoísta, afinal, realizei um grande sonho. Ganhei/comprei um carro há pouco mais de duas semanas. Estou tento aulas de volante e I don’t suck at it. Mas só o que consigo pensar é sobre minha frustração profissional – e sobre como eu odeio ir mal nas provas.

Desculpem-me, pessoas felizes, mas no momento, eu odeio vocês.

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quarta-feira, setembro 19, 2007

Sobre não pertencer

quarta-feira, setembro 19, 2007
Após cinco minutos explicando sobre a Teoria de Casimir – que logo mais será citada em LOST e que trata de viagem no tempo – meu amigo de banco e vizinho de mesa me pergunta:

“-Que revista é essa?”
“-É a Super desse mês, sobre Auschwitz.”
“-É pra faculdade?”
“-Não, gosto pessoal mesmo.”
“-Ah, você é judia?”
“-Não, é que esses assuntos me interessam mesmo. Pô, Deco, esse troço que eu tatuei no braço era um dos lemas da EasyCompany, a companhia E do 506º Regimento de Infantaria Paraquedista durante a Segunda Guerra Mundial!”
“-É, Bruninha, eu acho que você é que caiu de pára-quedas nesse mundo”

Acho que ele tem razão.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Your future is not how wished it to be

sexta-feira, setembro 14, 2007
“Quantos de nós realmente cresce para ser uma linda bailarina ou famoso astronauta? A gente faz nosso melhor e vê do que dá” – uma personagem do filme “Duas Vidas”.

É verdade. É a mais pura verdade.

Quando novos, todos temos sonhos de fazer diferença no mundo...seja na área que for. O que não sabemos é que nossas vidas provavelmente, não serão tão glamurosas quanto queríamos inicialmente.

Quando alguém faz Relações Internacionais, certamente, o mote não é ficar o dia inteiro num computador, com seis sistemas abertos, números e prazos pulando e martelando sua cabeça. Internacionalistas merecem mais do que isso. Merecem e querem fazer diferença no mundo. Transformar a ONU no que a ONU intenta ser. Levar paz ao Oriente Médio. Salvar tribos indígenas. Mediar guerras. Fazer negociações e alianças políticas.

E não é só na minha raça que estou pensando pra fazer esse post! Outras injustiças também me indignam. Não suporto ver historiadores atrás de balcões de recepção, advogados fazendo contas, publicitários fazendo cartões internos de aniversário e jornalistas vendendo gibis.

Basta!
Não quero mais brincar...cansei desses homens esquisitos.
Dá minha bola que eu vou embora.

domingo, setembro 02, 2007

Currahee

domingo, setembro 02, 2007
Currahee, da nação Cherokee: Aquele que caminha sozinho.

Acordei. Faltava pouco pras 9h horas. Passei a semana inteira esperando pelo sábado e, enfim, ele havia chegado.
Enrolei um pouco na cama, sabia que meu dia seria cheio. Porém, eu precisava fazer algumas coisas antes de sair de casa. Tomei banho, fiz as unhas, sequei o cabelo.

Minha primeira missão era doar sangue. E eu fui. Sozinha. O Mário e o Rodolfo haviam ido às 5h pra lá. Meu amor tinha compromissos e a Jan preferiu ficar dormindo. Não sei porquê, mas não me surpreendi ao me certificar que passaria o dia sozinha.

Peguei o ônibus e fui. E só na metade do caminho percebi que eu nunca havia ido ao Hospital das Clínicas. Centenas foram as vezes que passei por esse ponto ali na Avenida Rebouças, mas nunquinha eu havia parado nele. “Não faz mal”, eu pensei, “Eu sempre dou meu jeito”. E dei. Não que seja mto difícil, afinal, o HC é bem ali mesmo.

Doei sangue. E constatei que aquilo é realmente um gesto de amor altruísta. A agulha é grossa pra caramba, minhas veias são fininhas (o que faz doer mais) e aquela borrachinha que eles usam pra te apertar é quase um instrumento de tortura (e a enfermeira ainda me amarrou duas). E ainda sim, você agüenta a dor sabendo que tem alguém que precisa muito daquele seu pouquinho de sangue.

Saí de lá muito contente comigo mesma. Orgulhosa de certa forma, e com a certeza de que assim que puder, eu voltou lá.

Mas meu dia não estava completo. Eu tinha feito minha boa ação. Tinha feito amizade com as enfermeiras, e até tinha sido cuidada por elas quando elas cismaram que eu estava com febre. Mas havia algo...algo que me martelava há duas semanas.

Voltei pro meu bairro e fui. Liguei pro meu irmão, confirmei o endereço e fui. Sozinha.
Confesso que a parada dói um pouco...mas é também um prazer bem legal.

Fiz minha primeira tatuagem. E foi num dia muito significativo pra mim. Um dia que pude aproveitar maravilhosamente a minha companhia. Sabem, eu gosto de mim. Me acho legal...Foi prazeiroso ficar comigo e só comigo.

E que maneira melhor de tatuar Currahee do que alone?

Amigos, não se ofendam. Eu os amo com toda minha força. Mas a quem ainda vamos enganar? “Somos um bando de gente sozinha que fica junto”, como disse o Hugo.

We stand alone togheter.
That’s what Currahee is all about.

Me and my brother.

terça-feira, agosto 28, 2007

Sobre os últimos acontecimentos

terça-feira, agosto 28, 2007
Temos que lutar arduamente para não nos tornarmos aquilo que mais odiamos.



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terça-feira, agosto 21, 2007

Ora, seus...

terça-feira, agosto 21, 2007
PATACOADA! DISPARATE! ABSURDO! HERESIA!

Não, não e não!
Não aceito e não sucumbo! JAMAIS!

Continuarei escrevendo de maneira correta ETERNAMENTE. Não me renderei à esses salafrários mentecaptos que tentam incansavelmente nos emburrecer. NÃO. NUNCA! Nem que isso custe reprovação em todas as provas e/ou concursos que eu fizer de agora em diante.

Estou indignada, à beira de um AVC.
Não é exagero.

Pra quem quiser saber do que se trata, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml

segunda-feira, agosto 06, 2007

Whatever

segunda-feira, agosto 06, 2007
Fui apanhar o Samuel na casa dele. Estava ansiosa ao volante, como sempre. Parei na porta e enquanto o esperava, meu irmão foi à pracinha ali perto fazer não sei o quê. Dali por diante, quem levaria o carro seria ele, meu irmão. Eu estava com frio e mudei para o banco de trás. Enquanto estava lá, esperando os dois homens da minha vida, a Amarílis entrou no carro e se sentou no banco do passageiro. Em seguida, o Alan apareceu, sentou-se ao volante e ligou o carro. Os dois brigavam e ela chorava.
Calmamente, eu o cutuquei e – parecendo só naquele momento perceber que eu estava lá – eu lhe disse: “Alan, esse carro é do meu irmão. Você não pode entrar e sair dirigindo assim!”. Ele me olhou com um ar de reprovação, pediu desculpas e se retirou.

Eu acordei.
******

Sábado fomos ao Dimitri Rock Bar – Samuel, eu e dois amigos dele. São dois caras que eu realmente gosto e admiro e ainda sim, não consigo os ver como meus amigos.

Meu namorado se tornou de longe, a pessoa mais próxima de mim. Para alguns, isso pode ser normal, para mim entretando, nunca foi. O Willian diz que me vê como sendo a “última romântica”, carregando sozinha um grupo de amigos que não existe mais. Acho que ele tem razão.

A banda que tocou lá no bar era bem boa. Enraiveceram-me por errar tanto quando tocaram WhiteSnake e Pearl Jam, mas aposto que também ficam bravos quando a banda do Samuel erra, então, não os crucificarei.

O set list foi muito bem escolhido. Tocaram Jeremy e Alive. Remeti-me ao saudoso show no qual sofri de um edema cerebral.

Tocaram The Doors e senti saudades da Van. Não há palavras para descrever o quão maravilhosa aquela guria é. Sou fã dela. Fã incondicional.

Tocaram também “Mamma, I’m coming home”, e eu lembrei do duelo pessoal que sofri quando tive na mão o dinheiro certinho de uma passagem para a Austrália. Meu pai havia me dito que os gastos com passaporte e afins ele bancaria. Nunca estive mais próxima de realizar minha vontade de ir pra terra dos cangurus. E ainda sim, não fui.

Outra musica interpretada ali, foi “We are the champions”. Musica clichê, eu sei. E eu pensei na Jan. Senti falta dela de novo. Doeu.

Preciso que alguém me ensine sobre reunir amigos novamente. Todos temos o mesmo papo: “To com saudade, mas tempo é dificil de arrumar”. Dificil uma ova. Tudo na vida é questão de prioridade. E a prioridade dos meus amigos deve envolver outros amigos agora. Ou então, eles estão tão sós quanto eu.

Mas pelo menos, eu tenho aquele que é o motivo de eu respirar. Espero que meus amigos também tenham alguém.

quinta-feira, julho 26, 2007

Sobre coisas que a gente ouve...

quinta-feira, julho 26, 2007
...e se segura pra não voar no pescoço de quem disse.

Estava eu aqui, nesta quinta-feira tensa, fazendo minhas análises de importação, quando ouço uma conversa na bancada ao lado.
"-...vender ações."
"-Lógico, meu! Eles vão gastar muito se forem dar ações também para os aposentados. Pô, os caras trabalharam a trocentos anos atrás aqui. Não deviam ter mais direitos"
"-Meu, aposentado nem sabe vender ação".

Meu olhar fulminante fez com que baixassem o tom de voz. Oras! "Aposentado não sabe vender ação"... Só se eles estiverem falando de seus avós, eu imagino! Cara, na hora eu pensei no Seu Adalmiro Baptista, um senhorzinho muito do simpático e do milionário, dono dos laboratórios ACHE e acionista majoritário em muitas empresas multinacionais. O cara manja muito de muita coisa - legado passado aos seus filhos - e principalmente de ações. E ele é apenas um que tive o prazer de conhecer. Sei que há por ai um tantão de aposentados que dão show em menininho de vinte anos, tanto em experiência profissional como pessoal.

É, às vezes é melhor não escutar conversa dos outros.

quarta-feira, julho 18, 2007

Mas...e ai?

quarta-feira, julho 18, 2007
O fim está próximo. O último será lançado. A saga terminará!
Mas ainda há tanto por saber!

Será que Harry finalmente terá seu confronto final com Voldemort? Aliás, será que Harry é mesmo o escolhido da profecia, ou será que Neville terá seus momentos de glória? Dumbledore realmente morreu? Snape o matou? Snape é do mal? Harry vai mesmo abandonar Hogwarts? Qual será o futuro de Hogwarts sem Dumbledore?

Ai, meu Deus!

*PANE*

segunda-feira, julho 16, 2007

16.Julho

segunda-feira, julho 16, 2007
Hoje é aniversário do meu irmão. Há tempos quero escrever um post sobre ele mas vai ficar pra outra hora, senão, vai parecer que é babação por causa da data e não tem nada a ver com isso.

Também é aniversário da Jan e pra ela, nem presente eu comprei ainda. A questão é que eu sempre compro tudo pela internet e para meu desprazer, meu monitor resolveu não funcionar. Logo, período seco para compras.
Hoje é também aniversário de um evento ruim. Pois é, tragédias também aniversariam. Hoje faz um ano que uma pessoa entrou na minha vida e fudeu com tudo. Eu sei que a Jan vai dizer que eu dou muita força pra isso, que não deixo acabar, que mantenho vivo tudo o que aconteceu. E ela está certa. Mas acreditem, se fosse um pouco menos difícil, eu o faria. E o que me incomoda mais hoje em dia, não é nem o que aconteceu com eles e sim, como tudo isso me afetou inteiramente. Como eu mudei depois de tudo.

Engraçado, às vezes a gente afeta as pessoas eternamente e nem sabe disso...

segunda-feira, julho 02, 2007

Sobre a sabedoria popular

segunda-feira, julho 02, 2007
Tenho 21 anos e toda vez que penso em ensinar algo à alguém, atenho-me ao detalhe de ter pouquíssima experiencia de vida. Todavia, meus queridos e fieis amigos leitores, vou-lhes passar um conhecimento que aprendi há pouco.

ATENHAM-SE QUANDO MAIS DE UMA PESSOA LHE PERGUNTAR OU AFIRMAR ALGO. Este algo é uma verdade em potencial.

Eu explico.

Eu estava tão sick and tired da minha vida de simples recepcionista-bilingue-assistente-pessoal-de-secretária-da-diretoria que eu sequer pensei no que vinha pela frente. Larguei aquele emprego medíocre mas que me permitia cestas todos os dias, conversas infindáveis com minha melhor amiga, idas ao shopping Iguatemi no meio do dia e acesso (restrito) à internet para adentrar numa vida que (mal sabia eu) não me permite respirar.

É nessa hora que eu lembro que, durante minha trajetória de entrevistas, dinâmicas e painéis, o que eu mais escutava era gente falando que sempre teve o sonho de trabalhar em banco ou então, perguntando-me sobre minha vonatde de trabalhar em um.

Oras, o que entendia eu sobre bancos?! Nada! A não ser que eles têm filas gigantes e um povo muito mal humorado pra te atender.
Porém, trabalhar no back office de um dos maiores banco de atacado do brasil e do mundo era algo que eu realmente não fazia idéia do que seria.

Não estou reclamando – longe de mim. Afinal, eu consegui uma vaga que foi disputada por 12 mil pessoas. Isso é, no mínimo, algo pra eu me orgulhar. E em um mês, eu aprendi MUITA coisa e tenho certeza que a cada dia aprenderei mais. Todavia, afirmo que para ser feliz trabalhando num banco, é necessário querer trabalhar em banco. A linguagem, a falta de tempo, o trabalho acumulado... só se sobrevive a tudo isso, se lá no fundo, você gostar do que faz e querer fazer o que faz. Eu estou gostando, mas nunca quis. Resta-me, então, agir como Tejon e fazer da minha atual situação, um estudo para o futuro.

Este post porém, tem um sentido diferente. Não é para exaltar minha vida de bancária tampouco para lamuriá-la. Escrevo apenas para alertá-los. Atentem-se ao ouvir algo repetidamente. Pode ser Deus tentando te alertar sobre algo.

domingo, maio 27, 2007

Sobre o universo feminino

domingo, maio 27, 2007
Mulheres gostam de ser cortejadas. Isso é um fato.
Elas gostam de receber mimos, agrados e, principalmente, declarações de amor em público.

Mesmo as mais feministas e independentes gostam disso. Talvez não com tanta freqüência, ou com extrema melosidade, mas todo e qualquer ser humano do gênero feminino gosta de mostrar para outra fêmea o quão especial ela é por ter conseguido fazer o inimigo da raça masculina se apaixonar perdidamente por ela a ponto de declarar seu sentimento para qualquer outro macho ver.

Por isso, leitor homem desse blog, se você julga ter encontrado o inimigo mulher da sua vida, não hesite em demonstrar-lhe isso. Mande flores, bombos, bichos de pelúcia. Abra-lhe a porta, ofereça-lhe a cadeira, sirva-a primeiro! Ostente seu amor, escreva-lhe cartas, orgulhe-se de suas fotos juntos, mostre-a para o mundo. Não minta pra ela. Exalte-a.

Porque, acredite, se uma hora ela resolver ir embora porque não se sente amada ou valorizada, ela não vai voltar. E ai, será tarde demais para dizer-lhe o quão especial ela é.

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quinta-feira, maio 24, 2007

O Fim de uma Era.

quinta-feira, maio 24, 2007
Passou-se um ano, nove meses e onze dias desde que iniciamos nossa jornada juntas por essa empresa. Foram tantos risos, tantos choros, tantos beijos, tantas lágrimas. Tantas ilusões, tantas desilusões.

Encontramos os amores de nossas vidas enquanto trabalhávamos aqui. Encontramos pessoas que nos fizeram sofrer no mesmo lugar. Aprendemos sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre o mercado. Foram tantos blogs, tantos posts, tantos fotologs, tantas vidas invadidas, tantas coisas descobertas. Foram tantas discussões, tantos desentendimentos, tanta cumplicidade, tanta lealdade.

Ela, eternamente a favor das manifestações na Paulista; eu, definitivamente contra. Como pôde dar certo? Não sei. Mas deu.

Foram tantos açaís, pães de queijo, pães de calabresa, pães de batata. Foram tantos pratos do Leo Gourmet, sorvetes de hortelã. Foram tantos xingamentos, tanta raiva, tanto ódio. Foram tantas cordialidades, tanta falsidade. Foram tantas conversas, tantas filosofias, tantas decisões. Foi tanto estudo, tanto sono, tantas dormidas! Foram tantas epifanias, tantas dúvidas. Foi tanto crescimento, tanta mesmice. Foram tantas coisas maravilhosas, foram tantas coisas ruins.
Foram tantos "tantos" que a voz embarga só de lembrar.

Resta-me, então, apenas um: VALEU DEMAIS.

Já que o lado profissional vai deixar de existir, espero que os laços que passam a nos unir sejam novamente apenas os da amizade.

Eu te amo, Jan. E obrigada.

"Se é pra dizer adeus, então chore no final"


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terça-feira, maio 15, 2007

Próximo passo, ai vou eu.

terça-feira, maio 15, 2007
Pois é. Eu já tinha escrito um post dizendo que não importava o que acontecesse dali por diante, o que me importava é que eu tinha passado por um processo seletivo com 12 mil candidatos e havia chegado à final, meu ego já estava massageado. Qual não foi minha surpresa, pois, quando me ligaram no fim da tarde, dizendo que eu havia sido aprovada e que era a mais nova estagiária da área internacional do banco.

Foi um misto de alegria, felicidade, alivio, excitação, medo. Até agora, eu tive dois empregos na minha vida. E os dois foram pra não fazer nada. Meu salário não é ruim, é verdade, mas eu estou num momento onde quero aprender e evoluir cada vez mais. Quero dar os passos tão desejados rumo à uma carreira internacional fundamentada e bem sucedida. Chegou a hora de dar o primeiro passo rumo ao futuro. E eu espero em Deus que dê tudo certo.

Feliz²

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quinta-feira, maio 03, 2007

Baba, baby!

quinta-feira, maio 03, 2007

Dia desses eu estava a caminho da casa do meu namorado quando encontrei um integrante de uma patota que só me esculachava durante minha pré-adolescência.

Naquele tempo, eu me encontrava no auge da minha gordura exacerbada, é verdade. E ainda não tinha descoberto os milagres que um lápis de sobrancelha podia fazer – o que me deixava com falhas horrendas que me assemelhavam à crianças leucêmicas. Afora isso, eu jogava vôlei e vivia com a bola debaixo do braço (o que me levava a ouvir sempre a mesma piada “Uma bola segurando a outra”). Incrível como crianças podem ser malvadas. De qualquer maneira, eu podia ser um monstro, mas tinha sentimentos.

A questão é que nesse tempo, eu tentava a todo custo fazer parte de uma patota mais velha, formada apenas por guris. Obviamente, com todos esses atributos que eu já mencionei, os caras não queriam me ver nem pintada. Mas o problema não é só esse, o problema é que eles me esculachavam mesmo, menosprezavam, me olhavam de lado, com nojo.

Não obstante, eu resolvi me apaixonar por um deles, o Gustavo. Pobre de mim. Este era o mais presunçoso da turminha toda. E era por ele que meu coração batia aos 10 anos de idade.

Pois bem, voltando aos dias atuais, estava eu a caminho da casa do meu namorado quando, ao atravessar a rua, encontrei um dos malvados que partia meu enorme coraçãozinho. Eis que minha vingança se deu por quase completo, querido leitor: O indivíduo foi quase atropelado em plena Rua dos Trilhos, pois quando me viu, fixou o olhar e continuou andando sem se alertar com a rua movimentada. Ao acordar com a buzina dos carros, percebeu a cara de besta que estava fazendo, mas continuou me seguindo com os olhos desejosos.

Isso já aconteceu com outros integrantes daquele clube do mal, mas nunca mais eu pude encontrar o tal do Gustavo. Bem que queria que isso acontecesse...

Escrevi esse texto apenas pra dizer:

Deus abençoe o salto alto, o vômito e a escova progressiva!

Os: Perdoem por esse post extremamente egóico, mas a rejeitada dentro de mim precisava dividir isso. E comemorar, também!

 
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