segunda-feira, julho 18, 2016
Da Merda do Happn
segunda-feira, julho 18, 2016
Daí você resolve usar esses
aplicativos de conhecer pessoas. Mais do que a vontade de conhecer alguém,
existe a curiosidade de saber como funciona. Afinal, Tinder, Happn e afins
estão marcando toda uma geração. Vamos ver que pito toca.
Em tese, a brincadeira é legal.
Você se coloca numa vitrine (o que é ruim), mas também tem acesso a analisar o
outro vitrinado (o que é justo). E dedinhos deslizantes para um lado, dedinhos
deslizantes para o outro, você vai colecionando aquele mundaréu de crushes. No
começo, você fala com todos, depois, espera que falem com você, depois, fica lá só
acumulando pessoas na lista e quando menos percebe, tá ignorando todo mundo descaradamente,
sem nem lembrar o motivo inicial que te vez entrar naquela porra daquele
aplicativo: conhecer pessoas.
Minhas experiências foram incrivelmente bizarras. E querem saber o pior? Aposto (e ganho) que não foi só comigo. E
mais! Aposto que isso acontece com 80% das pessoas que usam essas merdas.
O primeiro cara com quem
conversei já me deu o tom da doidera que aquilo ia ser. Conversamos o dia todo
e a noite resolvemos tomar um café. Claro que ele era mais bonito na foto do
que pessoalmente, mas tudo bem. Tivemos um papo super gostoso, gostávamos das
mesmas séries, tínhamos o mesmo senso de humor, enfim, tudo belezinha. Por
algum motivo, não beijamos. Mas tudo bem, acho que tinha até deixado mais
especial não termos tido o contato físico tão rapidamente. Continuamos
conversando nos dias seguintes, sempre marcando de sair de novo, ambos com
vontade do tal beijo que não tinha rolado. Quando nos adicionamos no Facebook,
ele criticou o fato que ainda existir fotos do meu ex postadas ali. Mesmo que
fossem fotos antigas. Sugeriu que eu tirasse. Eu disse não que não tiraria. Ele
mandou eu me foder e me chamou de filha da puta.
Meses depois, me desbloqueou do
aplicativo e escreveu: “Oi, sua putinha. Vem me chupar”.
Claro que saí do app logo que o
sequelado mostrou sua loucura. Sabia que aquilo não era pra mim. Até que minha
amiga foi em casa e sugeriu que eu voltasse. “Vai, é divertido! Pelo menos pra
trocar umas ideias com uns bonitinhos...”. E eu voltei. E naquela semana, conheci
um outro cara que desgraçou minha vida. Me apaixonei loucamente e teria casado
com o cabra se ele quisesse. Mas é claro que ele não quis. Ele havia saído de
um relacionamento não havia muito tempo e não queria nada sério. Eu entendi e
respeitei. Ai, ele foi viajar e conheceu uma senhora por quem se apaixonou na
mesma intensidade com a qual eu me apaixonara. Começou a namorar no dia
seguinte, e eu fiquei com o coração partido.
Mais uma vez, saí do app.
E mais uma vez, voltei pro app.
Mas agora a pegada já era outra,
eu já estava na fase de ignorar, de não responder, de dar “like” e não falar
nada. Ou dar “like” e me arrepender. Conheci uma galera legal, uns caras
idiotas, outros gente boa, fiquei com alguns, outros se apaixonaram e assim foi
a vida. Até que de novo, os doidos apareceram. Gente que começa a falar e,
quando você acha que tá tudo bem, o cara vai e te bloqueia. E outro, como o de
hoje, que vira crush para falar que você é uma gorda zuada e que seu corpo é horrível,
que você não passa de uma comedora de McDonalds, muito embora não tenha uma
fotinho sequer que mostre sua silhueta. E ele fala que tá ali só pra isso
mesmo: zuar mulher gorda.
Só que dessa vez, não dá mais.
Não sei vocês, mas pra mim, deu por hoje. Esse negócio de aplicativo, não é pra
mim. Pensando bem, esse negócio de humanidade também não.
quarta-feira, dezembro 11, 2013
Do dia a dia e do senhor feliz
quarta-feira, dezembro 11, 2013
Hoje eu fui até um hipermercado
aqui de São Paulo tentar achar os últimos preparativos para a noite de natal.
Neste hipermercado há uma singela praça de alimentação daquelas que, de tão
gordurentas, te dá entupimento do miocárdio só de atravessá-la. Porém, é
caminho obrigatório para chegar ao hipermercado e refúgio daqueles que
trabalham na região e querem fugir das marmitas diárias.
Pois bem. Ao que eu estava
passando, me deparei com um senhor sentado à uma das mesas. Ele não devia ter
menos do que 80 anos. Era bem velhinho mesmo. Sua expressão corporal me fez
pensar que estava à espera de alguém, mas não havia ninguém que estivesse se
aproximando dele. Contudo, não foi sua solidão que me chamou atenção. À frente
deste senhor visivelmente idoso, havia uma enorme, mas enorme mesmo, porção de
batata frita com vários condimentos em cima. Não consegui e sorri abertamente.
Acho que ele sequer notou mas eu o fiquei encarando naqueles poucos segundos
nos quais eu passava por ele. Gostaria de ter tirado uma foto ou melhor ainda,
gostaria de ter me sentado e conversado com ele. Afinal, em tempos que todos
procuram diminuir o colesterol ruim, se preocupam com hipertensão, infarto e
mais um tanto de doenças praticamente obrigatórias, lá estava aquele senhor
sentado na praça de alimentação de um hipermercado se deliciando com aquelas
apetitosas batatas fritas gritando silenciosamente um grande FODA-SE para tudo.
Eu sei que temos que nos
preocupar com nossa saúde. Mas será mesmo que adianta comermos um franguinho no
almoço e uma saladinha na janta enquanto nos entupimos de café no horário de
trabalho e nos estressamos além do que é possível imaginar com trânsito, gente
folgada, cobrança, dinheiro, status?
Enquanto eu me perguntava tudo
isso, terminei os meus afazeres e voltei pelo mesmo caminho. O senhor ainda
estava lá, e ainda trabalhando em demolir aquela montanha de carboidrato com
óleo. Ainda sozinho. Mas querem saber o melhor? Ele estava com uma expressão extremamente
feliz. E sem culpa.
Não tirei foto nem sentei com
ele. Mas espero guardar para sempre na memória a imagem daquele senhor
enrugado, de óculos finos e boina marrom, sentado sozinho comendo batata frita,
sapateando mentalmente na face da sociedade hipocritamente saudável e
aparentando, acima de tudo, estar em paz.
segunda-feira, maio 27, 2013
Mãe
segunda-feira, maio 27, 2013
As pessoas se surpreendem quando eu falo que não quero ter filhos. Engraçado que a sociedade, por mais avançada que esteja, ainda se prende à conceitos tão engessados como a obrigatoriedade que a mulher tem quem querer ter filhos.
Confesso que já argumentei o porque do “não” de várias formas. Já me prendi à idade, aos meus sonhos e vontades pessoais, ao meu egoísmo, à condição social. Mas acho que a verdade é uma só: eu sei o grande caos que uma mãe pode causar na vida de um filho. Eu sei que há uma ligação espiritual entre os dois que faz com que a cria tenha uma necessidade sempre quase patológica de agradar sua progenitora que, por sua vez, usará de sua influencia sempre que possível para persuadir seu filho a fazer aquilo que ela acha certo. Ou aquilo que lhe convém.
Às vezes, uma coisa dita, lá atrás é o suficiente para marcar negativamente a vida do seu filho para sempre. Às vezes, uma mãe pode ser o motivo da infelicidade de seu filho mesmo sem saber.
É uma responsabilidade muito grande. Não acho que um dia estarei pronta.
segunda-feira, dezembro 17, 2012
O Sonho
segunda-feira, dezembro 17, 2012
Estávamos no carro, em meio ao trânsito em plena 23 de Maio, Paulo (o Coelho) e eu, no que bem podia ser uma volta para casa nesta segunda feira chuvosa.
Ele estava ao volante e eu, no passageiro no que parecia ser o meu carro. Ele era quem de fato ele é. Assim como eu era quem de fato sou. Mas ele se dirigia a mim de igual para igual. Não como se fôssemos amigos, tampouco como se eu fosse uma celebridade, muito menos como se ele fosse alguém normal, mas como se fôssemos dois conhecidos, apresentados por amigos em comum, tentando arrumar assunto naquele momento que para dele devia estar sendo tedioso, enquanto de minha parte, eu segurava toda uma vontade de gritar e perguntar-lhe todas as coisas quero, um dia, lhe perguntar.
Subitamente, lancei:
“-Ah, mas você é escritor. É livre. Pode fazer seus próprios horários e definir suas prioridades”.
Ao que ele me respondeu:
“-É, sou escritor. E isso tem segurado as pontas, mas as últimas duas semanas... Nossa, essas ultimas duas semanas estão bem difíceis”.
Não sei porque, mas no sonho eu sabia que essa dificuldade narrada tinha um cunho financeiro. Lancei-lhe uma interrogação com o olhar. Ele continuou:
“- A Dalva... sabe a Dalva?”
Consenti. Mas não fazia idéia de quem fosse a Dalva.
“- Ainda ontem estava conversando com a Dalva e ela tem materiais incríveis. Ela me disse que nem metade de seus livros foi publicada... Quero dizer, não está fácil”.
Abaixei a cabeça e comecei a chorar. Ele não entendia. Será que eu estava tão compadecida pela pobre Dalva a ponto de debulhar-me em lágrimas?
“Não, Paulo... É que você não sabe meu caminho até aqui. Estou justamente no ponto onde quero girar minha vida 180°, largar um emprego no qual ganho um bom salário e poderei ganhar ainda mais justamente para me dedicar à vida incerta de escritora e agora você vem me falando que talvez a parte financeira seja justamente a mais importante e que possivelmente eu estive no caminho certo o tempo todo sendo que o caminho certo sempre me foi tido como o errado?”
Ele me fitou sem respostas. Meio atônito.
Eu acordei.
[Inconclusivo mesmo depois de acordada. Preciso pensar. Volto em breve]
terça-feira, setembro 25, 2012
Sobre continuar
terça-feira, setembro 25, 2012
Depois de tudo o que deu errado, depois de todos os planos
que subitamente mudaram, depois de todos os impropérios vistos, vividos e
causados como simplesmente acreditar que dessa vez será diferente?
O ser humano é feito, ou pelo menos deveria ser regido, pelo
instinto. E o instinto básico de sobrevivência te impede de se jogar de um prédio
ou de se atirar de um avião em movimento. É contra a auto preservação inerente
a qualquer ser vivo.
Logo, depois de tanto me machucar, como posso simplesmente
achar que, dessa vez, ao invés do tapa, virá o afago?
segunda-feira, julho 16, 2012
O 16 de Julho
segunda-feira, julho 16, 2012
Eu sempre digo que gosto mais do 16 de Julho do que do 23 de
Agosto. Claro! O 16 de Julho me deu dois presentes sem os quais, eu não sei
onde estaria hoje.
A vida afasta, amargura, faz brigar.
A vida reaproxima, ensina, faz perdoar.
O 16 de Julho me deu as duas pessoas com quem mais brigo.
Mas porque possivelmente, são as pessoas que mais amo. E à vida, eu tenho que
agradecer, afinal, até me economizou memória em deixar tudo no 16 de Julho.
Então, obrigada à vida e ao 16 de Julho. E obrigada aos meus
dois amores, porque o aniversário é deles, mas o presente, sempre quem ganha,
sou eu.
domingo, junho 10, 2012
Quando eu me apaixonar...
domingo, junho 10, 2012
Acabei de “descobrir” que meu ex-ex namorado e potencial eterno amor terminou com a namorada dele.
Confesso, em meio a um sorriso
mórbido, que fiquei feliz. Não por ele ter terminado porque, de verdade, quero
muito que ele seja feliz e sei que hoje não sou eu quem vai fazer isso por ele.
O prazer culpável que sinto é aquele que suspira: eu sabia.
Quando eu o conheci, na fase do quase extinto Orkut, ele
tinha um testemunho escrito por alguma ex namorada, declarando ao mundo o
quanto ela o amava. Lembro-me de ter ficado puta, afinal, ele tinha acabado de
flertar comigo há algumas horas e quando vou ver, ele namora alguém que é
completamente apaixonada por ele? Calhorda.
Foi ai então que ele me disse que eles já não estavam juntos
há meses e blá blá blá. Desde então, penso sempre nisso quando vejo um casal
gritando aos quatro ventos que se ama. Entenda, leitor, acho demonstrações de
carinho públicas absurdamente fofas e será parte do meu próximo relacionamento,
mas elas precisam ser verdadeiras. Cada vez mais vejo pessoas se apaixonando
pela ideia de estarem apaixonadas e não pela pessoa que está ao lado delas.
Por mais que eu brinque constantemente que estou encalhada,
eu sei que isso não é uma verdade AINDA. Namoro de brincadeira, eu posso ter
quando quiser. Colocar no facebook, escrever mil e quinhentas declarações de
amor, mudar meu estilo de vida, me tornar sombra do garoto, achar que tudo o
que ele faz é lindo, abandonar meus já inexistentes amigos para dar atenção
apenas aos amigos dele, chamar de “amor”, “bebê” e o caralho a quatro, chamar a
mãe dele de sogra e a irmã de cu(nhada). Até que um belo dia tudo deixa de ser
e você vai, prontamente, se entregar perdidamente a outro zé mané. Claro que
antes você maldiz a vida a dois, declara que quer ficar sozinha para sempre
porque ser solteira é ser livre. Tá vendo? Até a rotina inteira eu já sei. Não que
eu tenha passado por ela muitas vezes mas já cansei de ver acontecer com todo
mundo que eu conheço.
Quer saber a verdade? Eu não quero isso pra mim. Prefiro sim
ficar sozinha no meu quarto com meus livros, meus filmes e meu vídeo game, mas
dedicando meu tempo aos meus hobbies e não vivendo a vida do transeunte que
hoje ocupa o título de namorado.
Eu quero algo que seja para sempre. Quero algo que consuma,
algo constante, algo de verdade.
/...quando eu me apaixonar, tem que ser pra sempre. Ou eu não
vou me apaixonar/
quinta-feira, maio 17, 2012
...from now on.
quinta-feira, maio 17, 2012
"Indo eles pelo caminho, entraram em um certo povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, que sentou-se aos pés do Senhor, e ficou ouvindo seus ensinamentos
Marta agitava-se de um lado para o outro, ocupada em muitos serviços Então, aproximou-se de Jesus e disse:
- Senhor! Não te importas de que eu fique a servir sozinha? Ordena a minha irmã que venha ajudar-me!
Respondeu-lhe o Senhor:
- Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria, entretanto, escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, que sentou-se aos pés do Senhor, e ficou ouvindo seus ensinamentos
Marta agitava-se de um lado para o outro, ocupada em muitos serviços Então, aproximou-se de Jesus e disse:
- Senhor! Não te importas de que eu fique a servir sozinha? Ordena a minha irmã que venha ajudar-me!
Respondeu-lhe o Senhor:
- Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria, entretanto, escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".
LUCAS, 10; 38-42
terça-feira, abril 24, 2012
Sobre as pessoas
terça-feira, abril 24, 2012
Que as pessoas são hipócritas eu já sabia. Mas até para mim, elas assumiram um novo nível de ignorância.
Cada vez mais eu percebo que as pessoas vendem aquilo que elas não compram. E com isso se esquecem do significado do conceito “princípio moral”.
Ninguém achou que eu pudesse estar verdadeiramente apaixonada por uma pessoa que eu conheci através da internet e que eu sequer havia beijado. Sim, porque, subitamente, as pessoas pararam de acreditar que amor é algo que acontece entre almas e passaram a vender que o amor acontece entre os corpos. Engraçado pensar que essas mesmas pessoas criticam as atitudes de quem frequenta baile funk. Para mim, leitor, esta atitude e aquele pensamento dão no mesmo.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Por que a gente é assim?
terça-feira, janeiro 10, 2012
Eu queria saber em qual curva da estrada eu me perdi e comecei a ser como sou.
Ele disse que me ama. Na verdade, me perguntou se eu ficaria assustada caso dissesse que me ama. Eu não estava esperando por isso. Eu não respondi. Não precisei responder. Minha atonicidade já revelava toda minha surpresa.
É óbvio que gostei de ouvir aquilo. Em último caso, faz bem para o ego. Mas meu ego anda meio ausente esses dias. O que eu fiz foi duvidar do que ele estava falando.
Exatamente por isso eu queria saber onde foi que eu me perdi no meio da estrada, quando foi que me tornei uma pessoa tão amarga que não acredita que os outros possam (me) amar.
Ao invés de aproveitar aquele momento sublime, eu comecei a analisar o que podia tê-lo levado àquilo: carência, leviandade, tédio, mentira patológica? E acabei por criar histórias que justificassem todas as minhas hipóteses. E todas as minhas teorias fizeram extremo sentido para mim. Só não pensei em uma vertente: a de que ele poderia, verdadeiramente, estar gostando de mim.
Eu sei que é cedo. Eu sei que mal nos conhecemos. Eu sei que essa história está muito mais para um conto de fadas do que para realidade, mas porque não acreditar? Só porque é algo difícil de acontecer, não significa que não possa ser verdade. Afinal de contas, eu estou apaixonada, não estou?! Por que o mesmo não pode acontecer com ele?
...porque sou eu na outra ponta. E não há muitos motivos para alguém se apaixonar por mim.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Da análise do dia a dia
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Fui olhar um anúncio de apartamento. Havia uma mensagem logo na cara, mas eu ignorei e, ainda sim, fiquei procurando ver as fotos, valores e tamanhos. Depois que não gostei do que vi, reparei que a mensagem (até então inicial) dizia que o anuncio fora removido.
Me senti meio Dona Florinda e Prof. Girafales, ignorando o resto do mundo. O problema é que eu não estava apaixonada pelo apartamento.
O ser humano, de fato, só enxerga aquilo que quer ver. Abençoados os desprendidos que conseguem olhar para os fatos como eles são.
| É. O anúncio estava bem visível. Mas eu não vi. |
sábado, dezembro 24, 2011
...but its over now
sábado, dezembro 24, 2011
Vieram me perguntar se me incomodo.
A resposta, desacreditada pela grande massa, foi “não”. Afinal, eu não me incomodo que ele esteja namorando. De fato, cheguei a um ponto no qual desejo apenas a mais profunda e sincera felicidade para ele. Namoramos por praticamente cinco anos. Oras, devo eu odiá-lo simplesmente porque deixou de dar certo? Não. Não sou assim.
Mas quando os seres humanos evoluem algumas pessoas não parecem satisfeitas, então, tive que elaborar mais minha resposta de forma que esta tivesse um pouco mais de egoísmo para que fosse aceita.
Desde os meus vinte anos até os vinte e quatro, ele foi o ar que eu respirava. Lembro de cada briga e cada reconciliação. Lembro do sentimento sufocante que tomava meus pensamentos cada vez que sua presença ou ausência acontecia. Eu não podia estar com ele o tempo todo, mas ele, e digo isso com a máxima certeza, não saía do meu pensamento um minuto que fosse. Meus sorrisos eram dele, meus olhares eram pra ele. Ele tinha domínio sobre meu corpo e minha alma. Durante quatro anos, eu não precisei de mais ninguém. Ele me bastava. Fui contra família, amigos e contra mim mesma. Travei guerra contra o mundo com um sorriso no rosto porque, na trincheira ao lado, eu via seu rosto.
Balanços gerais de amor só devem ser feitos em nosso leito de morte, mas arrisco dizer que ele foi meu primeiro verdadeiro amor.
Normalmente, quando namoros acabam, as pessoas se perguntam: “como pude?”. Comigo não é assim. Eu sei exatamente todos os porquês de tê-lo amado. Ainda sinto a mesma onda de excitação quando penso no sentimento abundante que o rodeia. Ainda sinto o mesmo desolamento quando lembro da fatídica traição sofrida. Ainda agiria da mesma forma quando, instigada por outros, senti vontade de também trair. No fim, não me arrependo de nada porque não cabe a mim decidir o que deveria ou não ter acontecido.
Eu sei o quanto gostei dele e o quanto eu queria que tudo desse certo. Mas não deu.
O que resta, então?
Resta a tristeza por ver que, no fim da nossa linda história de amor, não pudemos escrever um “...e viveram felizes para sempre”. E ambos teremos que começar tudo de novo, sofrer e ser felizes tudo de novo antes de aquietarmos nossas almas. Mas dessa vez, acho que estamos ambos mais preparados para errarmos menos.
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segunda-feira, outubro 03, 2011
E agora, José?
segunda-feira, outubro 03, 2011
Eu tenho 26 anos e já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei na vida. Na verdade, quando se trata de paixão, não tenho critério algum: me apaixono descaradamente por qualquer olhar que eu julgue interessante. Mesmo enquanto amando, permaneci me apaixonando aqui e acolá.
Contudo, amar amar, eu só amei duas vezes. Talvez uma. Mas ainda acho que tenham sido duas. A questão é que, por mais que eu ainda ache que a idéia de amar é supervalorizada pela sociedade atual, não pude deixar e notar os efeitos que o amor causa ao ser humano. E são efeitos realmente visíveis, tangíveis e transformadores.
Quando se ama verdadeiramente, o mundo parece, magicamente, fazer sentido. Por mais absurda que a vida na Terra seja, quando você encontra “aquela” pessoa, é como se você entendesse o propósito da sua existência, ou, numa visão menos romantizada, é como se o porquê da sua existência simplesmente não importasse mais.
O dia-a-dia se torna interessante. A rotina se torna atraente. A previsibilidade de uma vida a dois se torna desejada.
É uma onda de felicidade tão grande, que virou comércio. A idéia passou a ser vendida em todos os lugares e as pessoas passaram a querer amar acima de todas as coisas. Tanto, que passaram a criar paixões na tentativa desesperada de que estas virem amor. Desnecessário versar sobre a estupidez intrínseca deste ato.
Mas, honestamente, os falsos amores não me importam mais. O que me tira o sono, o que me machuca, o que me faz pensar e repensar minha vida é sobre o que fazer, como prosseguir depois que o amor deixa de acontecer na vida de alguém.
[continua]
sábado, setembro 17, 2011
Súplica
sábado, setembro 17, 2011
Tenho algo pra te propor.
Porque eu sei que não podemos nos prometer longos períodos de sentimentos, entendo que somos induzidos a pensar no curto prazo. Logo, hoje eu gosto de você e hoje eu quero que fiquemos juntos.
Eu quero, absurdamente, te ver. É muito injusta uma história como a nossa. No auge do encantamento, somos obrigados a nos afastar e não passar dos limites da imaginação ao devanearmos sobre como teria sido se nos houvesse sido dada a oportunidade de tentarmos.
[...]
Novamente, foi como se mil pedras de gelo fossem introduzidas em meu estômago.
Mas, na vida, tudo faz sentido e eu finalmente entendi o porquê de certas pessoas me terem sido apresentadas ainda na minha infância. Subitamente, a luz da imaginação se fez presente e se prostrou no fim do túnel. O gelo derreteu e um entusiasmo desmedido tem tomado todos os meus pensamentos desde então.
[...]
Não pense que haverá obrigatoriedade em você ficar comigo. Faço absolutamente qualquer coisa para te ver feliz.
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sexta-feira, setembro 16, 2011
'Cause I just don't know
sexta-feira, setembro 16, 2011
Ok.
Hoje, foi depositada em suas mãos a possibilidade de fazer de alguém que você gosta, a pessoa mais feliz do mundo. Para isso, você terá que fazer alguns sacrifícios leves ou grandes concessões. Você aproveitaria a oportunidade?
Qual é o preço máximo que se deve pagar pela felicidade? Mesmo que seja a felicidade do outro.
Até que ponto se deve ir para conseguir que esse alguém esteja bem? Existe hora de desistir? Existe, para qualquer coisa, um ponto final?
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quarta-feira, agosto 31, 2011
(Amor) Clandestino
quarta-feira, agosto 31, 2011
"Desculpa. Eu só queria ficar perto de você.
Pois não há ódio que dure para sempre, eu espero que um dia você me perdoe.
Mas eu não vou esperar mesmo, não. Sabe por que?
Porque esse tal amor que personagem finge que sente, amor dessa qualidade que tem paciência até para esperar o intervalo inteiro para somente no 'voltamos a apresentar' concluir o que tinha fingido que tinha começado, esse amor é somente amor de ficção.
É muito diferente disso daqui que eu sinto. Esse grudamento da sua pessoa dentro da minha, essa agonia, esse negócio de doido que eu não encontro nome pra ele em nenhuma das palavras existentes e nem tem som ou letra escrita que explique como ele é exagerado!
Sentimento sentido de verdade não precisa ser documentado em papel, romance nem peça de teatro. Não é da conta de mais ninguém a não ser da pessoa que sente. E da outra, responsável pelo afeto causado."
Clandestinos - episódio 2
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terça-feira, agosto 30, 2011
Sobre Simbolismos
terça-feira, agosto 30, 2011
Em minha última viagem, pude adquirir mais dois para a minha coleção. Um Swatch e um Fossil. Por estar viajando, deixei o Fossil guardado e andei para cima e para baixo com o Swatch.
Rodei por quatro países. Em alguns deles, havia fuso. Em determinado momento, fiquei doida. Celular é bom porque atualiza o horário automaticamente, mas já não sabia mais em qual horário deixar o meu relógio.
E então, o Dog, em um dos seus momentos mais doces, me disse:
- “Bu, esse relógio você deixa sempre no horário de casa”
- “Brasil?”
- “Não. Londres!”
Eu deixei. E quem disse que tenho vontade de mudar?
segunda-feira, agosto 22, 2011
Patere te
segunda-feira, agosto 22, 2011
| 20 de Agosto de 2011 |
Há alguns bons anos, quando eu ainda fazia uso constante do saudoso Fotolog, vi, junto com a Jan, uma foto que deveras me chamou a atenção. Era uma tatuagem, em tamanho médio (ou pelo menos assim eu me lembro) de uma palavra escrita em vermelho no cóccix. A palavra era simples. A mensagem, porém, me segue até hoje: Permita-se.
Ainda hoje não sei se a tal foto era verídica ou se fazia parte de alguma montagem, mas o fato é que nunca me esqueci daquele simbolismo. Eu sei que, nesta situação, o apelo sexual era grande. Mas o que é a vida sem um apelo sexual grande?
A questão é que, e lembro disso muito bem, logo que vi aquela foto, senti a velha sensação de “Como eu não pensei nisso antes?”
Ao assumir a ideia de usurpar o pensamento, pensei em escrever em alemão, depois, me decidi pelo latim, mas após um mês na Europa, entendi que era em português que ela precisava ser feita.
O tempo passou e eu desenvolvi várias teorias em cima da idéia do “Permita-se”. Acho, de fato, que o ser humano se priva mais do que o necessário. Mas isso é assunto para outro post.
Este texto destina-se única e exclusivamente ao esclarecimento de que minha nova tatuagem não foi criada por mim. Foi copiada ou inspirada (depende de como você quer ver) em alguém que nunca conheci formalmente, mas que, sendo fictício ou real, tem uma idéia muito semelhante a minha, por isso, julgo como meu igual.
E vai para você, pessoa que eu não conheço mas que tem me ajudado a ser mais como eu gostaria de ser, que vai todo o agradecimento de uma vida.
segunda-feira, julho 04, 2011
Sobre ela
segunda-feira, julho 04, 2011
Mulher é um bicho complicado por dezenas de razões. Uma delas, é a competitividade.
Mulheres querem sempre ser melhores do que as outras, mais bonitas, mais magras, mais interessantes. Elas sempre querem ser escolhidas pelos homens. Não sei até que ponto isso é normal, mas posso garantir que é corriqueiro. Quando essa rivalidade se abranda e toma um lugar secundário no relacionamento de duas mulheres, pode-se dizer que elas se tornaram amigas. E com o passar do tempo, quanto mais elas descobrem afinidades e demonstram cumplicidade, mais essa mania de superioridade vai dando lugar a sentimentos e ações mais altruístas.
Contudo, minha pequenez me faz acreditar que a tal rivalidade inicial nunca deixa o convívio dessas duas mulheres. Ela abranda, sim. Mas nunca as deixa por completo.
Com o tempo, ninharias como o uso constante de uma palavra ou expressão, um certo jeito de mexer no cabelo, o uso de algum acessório ou estilo de roupa certamente será caracterizado como cópia. Ou seja, se minha amiga de anos está se comportando de tal forma parecida com a minha é porque ela está me imitando.
E ser copiada pelas amigas sem receber crédito é algo que mulher nenhuma aceita. Principalmente se ela receber elogios e você não.
Eu tenho uma amiga de anos. Uma amiga que poderia ser acusada e me acusar de todos os mimetismos mencionados acima se não fosse por um único detalhe: ela não parece comigo. Ela me é.
Digo isso sem o menor medo de parecer exagerada. Afinal, estando juntas ou separadas, pensamos igual, agimos igual, nos vestimos de forma parecida e, o que considero mais peculiar: nós sentimos igual.
Particularmente, acho que nossas diferenças são gritantes, mas não aos olhos do mundo. Eu começo uma frase e ela termina; eu conto um fato e ela faz as mesmas perguntas que eu fiz; se me faltam palavras para explicar, o olhar completa e ela entende; me sinto ridícula por me apaixonar por um personagem mas me tranqüila saber que ela também se apaixona... e pelo mesmo personagem.
Acho que de tudo que poderia falar sobre ela um dia, jamais a acusaria de plágio. Se hoje uma de nós falar que gosta de algo e a outra passar a gostar desse algo certo tempo depois, não será cópia. Será apenas pelo fato de a retardatária não ter conhecido esse algo antes.
Desnecessário dizer o quão feliz eu me sinto por ter encontrado alguém como eu no mundo. E ela mora em frente a minha casa.
Sorte é para poucos.
[interna]
domingo, junho 12, 2011
.Impressões
domingo, junho 12, 2011
Ok e então, eu terminei de ler “Amanhecer”.
Desde que a Saga Crepúsculo me foi apresentada, menos de um ano se passou. Ganhei os livros de presente em Agosto de 2010, e, depois de ler o primeiro, decidi que os outros teriam que esperar pela minha maturidade emocional. Drama? Não. Autoconhecimento.
Meu irmão e eu sempre brincamos com o fato de sermos suscetíveis demais. Quando assistíamos a um filme de boxe, queríamos ser boxeadores; quando assistíamos a um filme de dança, queríamos ser dançarinos e assim por diante. É claro que, ao entrar num mundo vampírico, que já é uma paixão há décadas, minha vontade seria ainda mais forte de pertencer a este mundo sombrio e, às vezes, minha sanidade precisa de hiatos maiores para se fazer presente.
Pois bem, minha amiga-introdutória-ao-mundo-no-qual-os-vampiros-brilham bem alertou de que o último livro da saga seria péssimo. E, de fato, foi. Bom, eu não necessariamente classificaria como péssimo, mas estranhamente atípico.
Stephenie Meyer tem sido um enigma para mim há dois meses (tempo que levei para ler os últimos três livros). Eu juro que gostaria de sentar com ela e perguntar de onde veio tanta baboseira. Sério! Será que veio tudo junto, numa diarreia só, ou será que ela cozinhou tudo por mais tempo?
Eu entendi que o amor de um imprinting é extremamente puro e altruísta, mas não consigo deixar de ligar um imprinting com um bebê à pedofilia. Desculpe, acho que sou muito suja por pensar assim. Mas é apenas porque eu sei como o mundo funciona. E os hormônios também.
Esse amor doentio e dependente de Edward e Bella é a coisa mais linda do mundo. Principalmente, porque ele não existe. E fazer com que as pessoas fantasiem com ele é de uma crueldade sem tamanho.
Vampiros são vampiros e super heróis são super heróis. Nossa querida autora perdeu a mão ao tentar criar sua própria liga de X-Men (como caracterizou minha amiga-introdutória-ao-mundo-no-qual-os-vampiros-brilham) e a segunda parte do livro ficou absolutamente jocosa!
Eu tenho respeito por autores que respeitam seus personagens, que pensam neles como seres viventes. Sei que Anne Rice pensa assim. Eu mesma, em minha ínfima existência, tento ser assim. Já a “rainha do fantástico”, a Sra. Meyer brinca com seus personagens de maneira cruel. Ora eles amam, ora não amam mais. Ora sofrem um oceano de mágoas e, no momento seguinte, estão felizes eternamente. Ora são os salvadores do mundo, e dali a um ou dois capítulos, aparecem em segundo plano, como piada de fundo. Não. Eu não gosto disso.
Quanto às aberrações como uma humana engravidar de um vampiro, sobreviver à gestação ou mesmo o bebê que já nasce com super poderes e de crescimento super acelerado, eu não vou comentar. Acho isso profundamente desrespeitoso com toda a classe que idolatra o mundo vampírico, mas faço um esforço de atribuir isso à licença poética.
Contudo, se há algo de bom a ser dito sobre os livros de Stephenie Meyer e sobre sua maneira de escrever, eu diria que é como ela se expressa a respeito da dor emocional. Sei que sou muito empática, o que certamente agravou a intensidade com que li a saga inteira, mas admito que chorei em todos os momentos que Bella Swan sofreu por Edward Cullen; me dividi todas as vezes que ela não sabia a quem escolher e me afoguei em falta de ar toda vez que Jacob Black se dilacerava por Bella.
É chato pensar que Stephenie Meyer usurpou o lugar que ocupa hoje. E ai, lembro-me de um trecho de uma música do Within Temptation: “If I don’t make it, someone else will”.
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